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Faesp pede apoio federal para socorrer citricultura paulista

28 de maio, 2026 - por FAESP

Entidade solicita ao Ministério da Agricultura e à Conab realização urgente de leilões de PEPRO para garantir preço mínimo da laranja e evitar agravamento da crise no setor

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) um pedido de apoio urgente para a liberação de recursos destinados à realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) para a laranja in natura. A medida busca amenizar os impactos da grave crise enfrentada pelos citricultores paulistas, marcada pela forte queda dos preços pagos ao produtor e pelo aumento contínuo dos custos de produção.

Entidade solicita ao Ministério da Agricultura e à Conab realização urgente de leilões de PEPRO para garantir preço mínimo da laranja e evitar agravamento da crise no setor

No ofício, a Faesp reitera que o preço mínimo oficial da laranja, fixado em R$ 28,44 por caixa para o período entre julho de 2025 e junho de 2026, encontra-se em patamar superior aos valores praticados atualmente no mercado paulista, que atingiram R$ 25,00 por caixa em maio, com perspectivas de novas quedas até o final de 2026. Estudos do Departamento Técnico e Econômico da Faesp indicam que as cotações podem recuar para patamares inferiores a R$ 23,00 por caixa, agravando ainda mais a situação financeira dos produtores.

A Faesp destaca que São Paulo responde por aproximadamente 77% da produção nacional de laranja, consolidando-se como o principal polo citrícola do país. Além da relevância econômica, a cadeia produtiva da citricultura possui forte impacto social, empregando mais de 43 mil trabalhadores formais no estado, o equivalente a quase 74% da mão de obra formal da citricultura brasileira.

Outro fator que pressiona o setor é o avanço do Greening, doença que vem provocando perdas significativas nos pomares, elevando os custos de produção e reduzindo a rentabilidade da atividade. A combinação entre a crise fitossanitária e a retração dos preços da fruta, observada desde novembro de 2024, tem colocado em risco a permanência de muitos produtores na atividade.

Nos documentos encaminhados ao ministro da Agricultura, André Carlos Alves de Paula Filho, e ao Presidente da Conab, Sílvio Porto, a Faesp argumenta que a realização de leilões de PEPRO, nos moldes do que ocorreu em 2014, é fundamental para garantir condições mínimas de sustentabilidade econômica aos citricultores, preservar empregos e evitar o agravamento da crise em uma das cadeias mais importantes do agronegócio paulista e brasileiro.

A entidade reforça ainda que o apoio federal será decisivo para assegurar renda ao produtor rural, manter a competitividade da citricultura nacional e proteger uma atividade estratégica para a economia.

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