Evento em Pardinho celebra conquistas para a cafeicultura
Além de conquistar mais um prêmio, presidente do Sindicato Rural anunciou a criação de um curso sobre colheita manual de café e um laboratório para o setor em Avaré

Foi um momento de celebração. A presidente do Sindicato Rural de Pardinho, Daniella Pelosini, comemorou durante a 5ª edição do evento Do Solo à Xícara a conquista de mais um Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável, representando São Paulo, além de anunciar a criação de um curso do Senar-SP sobre colheita manual de café e a criação de um laboratório voltado ao setor no Instituto Federal de São Paulo, no campus de Avaré. Cercada de técnicos e produtores, ela reforçou a importância da qualificação e da busca contínua de qualidade para a cafeicultura da Cuesta Paulista.
Para o prefeito da cidade, Cristiano Camargo, o desenvolvimento da região está intrinsecamente ligado ao trabalho que tem sido feito ao longo dos anos na construção da imagem de Pardinho como terra dos melhores cafés especiais. Eventos como o Do Solo à Xícara funciona como um estímulo para que os pequenos produtores tenham mais conhecimento e possam investir em suas culturas. “O evento traz o pequeno produtor, que é o que o poder público busca. Apoiá-los para que possam ter tecnologia também nas propriedades, para que na ponta eles tenham o apoio do poder público e da iniciativa privada.”
Durante palestras sobre a colheita e processamento dos grãos, por conta do representante da Illy Café no Brasil, Aldir Teixeira; o melhoramento do solo e identificação dos tipos de cafés específicos para cada um, com Gustavo Pollo, da Quanticum; o presidente do Instituto Itapoty, Jorge Martins, focou na preocupação com os recursos naturais, em especial o uso consciente da água; e o engenheiro agrônomo e pesquisador do IEA/SP, Celso Luís Vegro, que falou sobre oportunidades e desafios para a cafeicultura nacional, diante da fragmentação mundial. O encerramento das palestras ficou a cargo do engenheiro agrônomo e instrutor do Senar-SP, José Romeu Fávaro, que abordou o crescimento do consumo, estimado em 4,2% ao ano, e a expectativa de movimentação de US$ 50 bilhões, só no segmento de cafés especiais, até 2030.
“No começo eu tive que gastar muito pneu do carro e sola de botina para ir atrás de informação. Hoje a gente pode trazer isso para vocês aqui. Parabenizar o Instituto Federal pela conquista, porque é imensurável. A ideia é que a gente comece a se especializar no pós-colheita, na torra, na classificação, no barismo e capacite produtores, estudantes, trabalhadores a partir desse fortalecimento da Cuesta e o apoio à Indicação Geográfica, que está em processo”, concluiu Daniella.
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