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Reestimativa da Safra 2025/26 de Laranja: Queda de Produção e Impactos Climáticos

30 de setembro, 2025 - por FAESP

Relatório de acompanhamento da safra do cinturão citrícola de São Paulo e triângulo/sudoeste MG indica queda na produção

Em 10 de setembro de 2025, o Fundecitrus e a FCAV/UNESP divulgaram a primeira reestimativa da safra 2025/26 de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. A produção total foi revisada para 306,74 milhões de caixas de 40,8 kg, representando uma queda de 2,5% em relação à estimativa inicial de maio, principalmente devido ao aumento da taxa de queda prematura dos frutos. As variedades precoces foram as mais impactadas na revisão, com redução de 6,1%, embora ainda apresentem crescimento de 25% em comparação à safra anterior.

As chuvas entre maio e agosto ficaram abaixo da média histórica em quase todas as regiões, com destaque para Brotas, Limeira e Altinópolis. Apesar disso, as precipitações do outono ajudaram a manter a umidade do solo, atenuando os efeitos da seca. A colheita avançava lentamente, com apenas 25% da área colhida até setembro, frente aos 50% registrados no mesmo período da safra passada. Isso contribuiu para a revisão da taxa de queda para 22%.

A produtividade média foi estimada em 847 caixas por hectare, superando em 23,4% o rendimento da safra anterior. O peso médio das variedades precoces Hamlin, Westin e Rubi manteve-se estável, enquanto outras precoces apresentaram redução, exigindo mais frutos por caixa. A variedade Pera, colhida mais tardiamente, deve se beneficiar das chuvas da primavera, com aumento de peso médio para 156g, embora o impacto geral no peso médio da safra permaneça neutro.

As variedades tardias, como Valência, Folha Murcha e Natal, mantiveram seus pesos médios, mas registraram as maiores taxas de queda, entre 24,9% e 25,5%, influenciadas pela maior sensibilidade ao Greening e pela intensificação da leprose em condições de clima seco e quente no início de 2025. Os setores Sul, Centro e Sudoeste foram os mais afetados, enquanto Norte e Noroeste apresentaram menor incidência.

Após a quebra da safra anterior, os preços da laranja atingiram recordes em 2024. No entanto, com a maior oferta da safra atual, houve forte pressão sobre as cotações, resultando em longo período de desvalorização nos mercados de indústria e de mesa. Para acessar o relatório completo, clique no link abaixo. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.

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