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Radar Macroeconômico da Faesp – Outubro de 2025

30 de outubro, 2025 - por FAESP

Economia paulista apresenta leve retração, mercado de trabalho se mantém aquecido e inflação anual alcança 5,17%

O Radar Macroeconômico de outubro de 2025, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), apresenta a evolução dos principais indicadores da conjuntura econômica.

Entre os destaques, o Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo alcançou R$ 885,4 bilhões no segundo trimestre, representando 27,9% do PIB nacional, conforme dados da Fundação Seade. No comparativo trimestral, com ajuste sazonal, a economia paulista registrou retração de 0,2% frente ao primeiro trimestre do ano. Esse desempenho foi influenciado pela queda de 5,4% na agropecuária e de 2,1% na indústria, enquanto o setor de serviços apresentou crescimento modesto de 0,4%.

No mercado de trabalho, segundo o IBGE, a taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto foi de 5,6%, sem variação em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em julho. Trata-se do menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O contingente de pessoas desocupadas atingiu 6,1 milhões, o menor patamar já registrado.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos permaneceu estável frente ao trimestre encerrado em julho, fixando-se em R$ 3.488 no trimestre finalizado em agosto. Esse montante é 3,3% superior ao observado no mesmo período de 2024. De modo semelhante, a massa de rendimento real habitual manteve-se praticamente constante, totalizando R$ 352,6 bilhões, o que representa alta de 5,4% na comparação anual, refletindo o avanço da ocupação e dos rendimentos.

A taxa de inflação, medida pela variação acumulada em 12 meses do IPCA, atingiu 5,17% em setembro de 2025, de acordo com dados do IBGE. O resultado superou os 5,13% registrados em agosto e os 4,42% observados em setembro de 2024, mantendo-se, portanto, acima do teto da meta de inflação estabelecida para o ano, de 4,5%.

Na comparação mensal, o IPCA apresentou alta de 0,48% em setembro, após deflação de 0,11% em agosto, uma variação de 0,59 ponto percentual. Entre os grupos que compõem o índice, Habitação registrou o maior avanço, com aumento de 2,97%, impulsionado pela elevação de 10,31% na energia elétrica residencial.

No âmbito do comércio exterior brasileiro, as exportações totalizaram US$ 30,5 bilhões em setembro, enquanto as importações somaram US$ 27,5 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 3 bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior. Em relação a setembro 2024, as exportações cresceram 7,2%, impulsionadas pelos avanços de 18,0% na Agropecuária, de 9,2% na Indústria Extrativa e de 2,5% na Indústria de Transformação. As importações, por sua vez, registraram expansão de 17,7%, refletindo, sobretudo, o aumento de 21,5% na Indústria de Transformação e de 3,5% na Agropecuária, enquanto a Indústria extrativa apresentou retração de 26,1%. Como resultado, o saldo da balança comercial apresentou redução interanual de 41,1%.

O relatório completo e detalhado pode ser acessado clicando na imagem abaixo. Para conhecer outros relatórios com informações do agronegócio, acesse o Painel de Dados da Faesp.

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