O Congresso da esperança
Por Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp)

A eleição dos novos presidentes do Congresso, com sensibilidade às demandas do setor agropecuário, representa um avanço significativo para o desenvolvimento do agronegócio no Brasil. Como um dos principais motores da economia nacional, o setor depende de políticas públicas que garantam segurança jurídica, infraestrutura adequada e incentivos para inovação. Um parlamento alinhado com essas necessidades pode garantir marcos regulatórios mais eficientes, reduzir burocracias e favorecer o ambiente de negócios do setor.
Além disso, a formulação de leis que atendam às demandas do campo é essencial para a sustentabilidade da produção. Temas como regularização fundiária, defesa da propriedade privada, punição de invasores de propriedades rurais e urbanas, acesso ao crédito e ao seguro rural e investimentos em tecnologia precisam estar na pauta legislativa. Parlamentares comprometidos com o setor agropecuário podem trabalhar para assegurar condições que tornem o agro mais produtivo e resiliente, promovendo o equilíbrio entre produção e preservação ambiental.
É fundamental que o Congresso atue com visão de futuro, evitando aprovar novos gastos desnecessários ou a criação de mecanismos que venham a onerar ainda mais a produção, colocando em risco a competitividade do setor agropecuário nacional. Priorizar a Reforma Administrativa é a melhor forma de tornar o Estado eficiente e sustentável. Para isso é vital que Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhem em harmonia, para garantir estabilidade e governabilidade, como forma de fortalecer a democracia. O combate à alta carga tributária, juros elevados e câmbio instável é papel primordial do Congresso, em prol não apenas dos produtores rurais, que impulsionam a economia do país, mas de toda a população brasileira.
Outro ponto crucial é a defesa dos interesses do agro em debates sobre tributação e comércio exterior. Apenas quem conhece os desafios do produtor rural consegue compreender a demanda por mais investimentos. A imposição de novos impostos sobre insumos e produtos agrícolas, por exemplo, pode comprometer a competitividade dos produtores brasileiros no mercado global. Um Congresso atento às necessidades do campo pode atuar para evitar medidas que elevem custos de produção e dificultem exportações, garantindo que o Brasil continue como um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo.
A definição por um parlamento mais sensível às questões rurais certamente irá contribuir para a valorização do trabalho no campo, incentivando políticas de bem-estar social para os produtores e trabalhadores rurais, criando postos de trabalho e gerando renda. A composição das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado fez brilhar novamente a luz da esperança para o setor. A expectativa é que projetos de grande importância para a agropecuária, como o que pune invasores de propriedades rurais e urbanas, que se encontra desde 2024 no Senado, ganhem mais celeridade e possam ser votados e seguir para sanção presidencial, levando mais segurança para o produtor.
A melhoria da infraestrutura nas regiões agrícolas, com investimentos em estradas, conectividade e educação, demanda constante de entidades como a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e das federações estaduais, depende de um alinhamento entre governo e legisladores. Portanto, a eleição de representantes comprometidos com o agronegócio não beneficia apenas o setor, mas toda a economia nacional, assegurando crescimento sustentável e maior segurança alimentar para o país e o mundo.
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