Sindicato Rural de Pardinho promove intercâmbio tecnológico entre a agricultura e a produção norte-americana
Parceria entre Senar, Sindicato Rural e Unesp promove intercâmbio técnico entre produtores paulistas e comitiva da Universidade de Oklahoma

O fortalecimento da atividade agropecuária global depende, cada vez mais, da troca de experiências, da inovação e da cooperação interinstitucional. No último dia 31, os municípios de Pardinho, Bofete e Botucatu, na região da Cuesta Paulista, no interior de São Paulo, foram palco de um importante intercâmbio internacional.
O encontro reuniu produtores rurais locais, pesquisadores e uma comitiva acadêmica da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, com o objetivo de promover uma imersão na agricultura de clima tropical e debater as diferenças e semelhanças entre os modelos de produção dos dois países.
Cientes da relevância de abrir as porteiras da região para o cenário internacional, a organização contou com o apoio fundamental do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP) que proporcionou a participação de mais de 40 produtores ao evento.
Luciane Correia, coordenadora do sindicato, esclarece que o apoio da entidade viabilizou o intercâmbio entre as universidades e os produtores rurais da região. “Durante o seminário e as visitas de campo direcionadas pelas indicações do Sindicato, a comitiva pôde conhecer uma amostra da pluralidade do agro paulista”, disse.
O grande diferencial apresentado aos visitantes norte-americanos foi a expressiva biodiversidade e a forte presença da agricultura familiar na região, características que contrastam com o modelo intensivo e altamente concentrado em grandes cultivos de grãos predominantes em Oklahoma.
Durante a visita, alunos e professores do estado do centro-sul norte-americano visitaram diversas culturas da região: desde a produção de grãos, café, criação de búfalo para produção de queijos finos e doces de leite, até frutas como caqui e atemoia — produtos até desconhecidos para a comitiva — e a produção de bambu, do Instituto Jatobás.
Além dessas cadeias produtivas, também houve apresentação da produção bovinocultura de corte e a criação tradicional do Jumento Pêga voltada à procriação de muares (mulas e burros), uma atividade com mais de três décadas de tradição local.
A estudante Kylie Grace disse que a viagem de estudos ao exterior para o Brasil foi a primeira vez que saiu de seu país, e que foi uma experiência extraordinária conhecer a cultura e alguns dos sabores brasileiros. “Eu recomendo a quem vier visitar ou realizar algum tipo de estudo conhecer como é feita a agricultura fora dos Estados Unidos, pois é uma coisa incrível a se fazer”, afirma.
O saldo do encontro foi positivo, consolidando uma percepção altamente favorável dos visitantes em relação à resiliência e inventividade dos produtores brasileiros.
Como desdobramento imediato dessa bem-sucedida integração, já se projeta o próximo passo da parceria: a organização de uma missão técnica internacional, liderada pelo Sindicato Rural, para levar os produtores paulistas até Oklahoma. Esse fluxo bilateral reforça o papel do cooperativismo e do associativismo na construção de um agronegócio moderno, conectado e globalizado.











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