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Secretário de Política Agrícola ouve demandas do setor agropecuário paulista

10 de julho, 2025 - por FAESP

Na sede da Faesp, Guilherme Campos conversou com coordenadores das comissões técnicas e anunciou nova proposta para seguro rural

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos, esteve na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) para conversar com coordenadores das 18 comissões técnicas do órgão sobre os desafios e perspectivas do setor agropecuário. O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, pontuou que o aumento de 1,5% no Plano Safra 2025/26 foi bem inferior aos 5,7% da inflação, demonstrando que não houve ganho real e que, com os altos juros, fica inviável, principalmente ao pequeno produtor, acessar o Plano.

“A situação econômica é muito séria, pelo fato do arcabouço fiscal e outros atos do governo não terem resolvido a questão. Diante disso, os R$ 516 bilhões do novo plano não demonstram nenhum ganho real. O que o setor precisa é de uma política de médio e longo prazos, com recursos definidos para investimento e seguro”, frisou Meirelles.

Guilherme Campos adiantou que em outubro o governo irá lançar um novo programa de seguro rural, que deverá ter recursos de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão. O valor é inferior ao que o setor acredita necessário e, novamente, não conseguirá contemplar todos os produtores rurais. Um projeto de lei sobre seguro rural da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em tramitação no Congresso é a aposta do setor produtivo e também do secretário.

Durante a conversa, Meirelles pediu que o Mapa também reunisse e organizasse com os bancos oficiais a diminuição da burocracia bancária. Além da taxa de juros muito alta, eles apontam vários parâmetros para a concessão do financiamento que acabam dificultando o acesso, principalmente dos pequenos e médios produtores rurais a esses recursos. O secretário se comprometeu a tomar providências, uma vez que tivesse em mãos todos os dados repassados pelo setor.

“Terei o maior prazer em ajudar a destravar os recursos, mas preciso que os produtores repassem nomes de entidades financeiras, localidade, tudo direitinho para que possa tomar providências”, disse Campos.

A questão da securitização dos produtores que estão devendo, antes de tomar novos financiamentos, é fundamental. Os coordenadores ressaltaram, então, a necessidade de dar a oportunidade deles refinanciarem a dívida e não terem a obrigação de contrair empréstimos e outros serviços com bancos privados para a quitação da dívida, conhecido como mata-mata, como os bancos têm feito. Tirso Meirelles alertou que as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) deixarão de ser atrativas para os investidores com as novas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e retirarão do mercado um grande volume de recursos para investimento no setor agropecuário.

Por fim, os participantes da reunião comentaram sobre a importância de aumentar os programas Proagro e Pronamp, para mais do que 3,5%. Foi reforçado o pedido para que o governo olhe para o produtor que hoje está fazendo financiamento com altas taxas. Caso as taxas caiam, dentro de um ano a um ano e meio, as taxas de juros do Plano Safra também sejam reduzidas.

Participaram da reunião, além do presidente e diretores da Faesp, os gerentes do Departamento Técnico e Econômico, Cláudio Brisolara; de Sustentabilidade, José Luiz Fontes; do Departamento Jurídico, Thiago Soares; o gerente-técnico do Senar-SP, Jair Kaczisnki; e os coordenadores das comissões técnicas de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável, Nélson Perez Junior; Bovinocultura de Leite, Luiz Otávio Motta; de Política Agrícola, Cássio de Oliveira Leme; de Avicultura e Suinocultura, Cristina Nagano; e Hortaliças, Flores e Orgânicos, Gildo Takeo Saito.

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