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Plano Safra 2025/2026 tem retração nos desembolsos, mas cresce em número de operações

10 de fevereiro, 2026 - por FAESP

Os R$ 205 bilhões desembolsados até janeiro representam queda de 13,6%, enquanto o número de contratos avançou 3,1%

Imagem ilustrativa de paisagem rural exuberante, caracterizada por colinas suavemente onduladas cobertas por vastos vinhedos e campos agrícolas verdes.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo publicou relatório em que analisa o desempenho do crédito rural no âmbito do Plano Safra 2025/2026, trazendo uma visão detalhada do cenário nacional e do Estado de São Paulo. O documento, elaborado pelo Departamento Econômico da entidade, aponta que o Plano Safra 2025/2026 registrou desembolso de R$ 205 bilhões no Brasil entre julho de 2025 e janeiro de 2026, equivalente a 50% do valor programado, 13,6% menor na comparação com o mesmo período da safra anterior.

Apesar da retração no volume de recursos, o número de operações cresceu 3,1%. O único segmento de crédito com aumento no número de contratos foi o Pronaf, indicando melhora na distribuição do crédito para pequenos produtores. Todos os perfis de produtores apresentaram redução nos valores desembolsados, com destaque para a agricultura empresarial (-19,6%).

Por finalidade, apenas o crédito para industrialização não recuou; o crédito para investimento teve a maior queda em valor (-24,8%), embora o número de operações tenha crescido 17,4%.

A inadimplência atingiu níveis historicamente elevados entre pessoas físicas no crédito a taxas de mercado, reflexo da redução das margens de rentabilidade dos produtores no campo.

No Estado de São Paulo, os desembolsos nos sete primeiros meses do Plano Safra 2025/2026 somaram R$ 19,9 bilhões, representando 9,7% do total nacional, uma retração de 9,2% frente ao mesmo período da safra anterior. O número de contratos caiu 19,8%. O Pronamp teve crescimento interanual de 7,3% no valor desembolsado, mas os recursos aos produtores enquadrados no Pronaf e demais produtores da agricultura empresarial registraram retrações de 3,3% e 13,2%, respectivamente.

Os recursos para custeio e investimento recuaram no estado, respectivamente 13,6% e 32,2%. Em contrapartida, houve avanço nos créditos para comercialização e industrialização, com aumentos de 36,3% e 10,1% nessa ordem.

Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo e visite nosso Painel de Dados para consultar outras informações relevantes sobre o setor.

Capa do relatório de acompanhamento mensal do crédito rural, onde mostra uma paisagem rural exuberante, caracterizada por colinas suavemente onduladas cobertas por vastos vinhedos e campos agrícolas verdes.

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