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PIB do agronegócio é estimado em R$ 3,13 trilhões para 2026

28 de agosto, 2026 - por FAESP

Ramo agrícola tem previsão de queda de 13,7%, enquanto a pecuária deve crescer 2,8%

O PIB do agronegócio brasileiro é estimado em R$ 3,13 trilhões para 2026, mas o desempenho poderá ser distinto entre os ramos agrícola e pecuário. O ramo agrícola tem previsão de queda anual de 13,7%, enquanto a pecuária deve crescer 2,8%, segundo dados do CEPEA em conjunto com a CNA. Essas são algumas das informações apresentadas na 30ª edição do Radar Macroeconômico, elaborado pelo Departamento Econômico da FAESP. Juntos, os dois ramos devem representar 22,8% do PIB brasileiro, com estimativa de retração de 7,8% no ano.

O ramo agrícola poderá alcançar R$ 1,88 trilhão, com queda prevista em todos os segmentos analisados. A maior retração deve ocorrer no segmento primário, estimada em 21%. Entre os principais fatores está a queda dos preços dos produtos agrícolas, que reduz o valor gerado pela produção.

Já a pecuária poderá atingir R$ 1,25 trilhão. Dentro do ramo, a agroindústria deve avançar 7,9% e os agrosserviços, 7,6%. Entre as atividades pecuárias, a bovinocultura de corte é a única com previsão de aumento do valor da produção, apoiada pelo desempenho das exportações e pela demanda interna.  

O mercado de trabalho continua resiliente no trimestre encerrado em junho. A taxa de desocupação ficou em 5,4%, enquanto a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas. Desse total, 7,9 milhões trabalhavam no setor agropecuário. O rendimento médio habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.738, alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,44% em julho, retornando ao intervalo de tolerância da meta. No mês, o índice registrou alta de 0,07%, com o grupo Alimentação e bebidas apresentando a maior contribuição negativa para o resultado, com recuo de 0,67%. A alimentação no domicílio caiu 1,14%, com destaque para tubérculos, raízes e legumes, cujos preços recuaram 16,15%.

A taxa básica de juros teve corte em agosto. A meta da taxa Selic foi reduzida para 14% ao ano, em um corte de 0,25 ponto percentual. Mesmo assim, o ambiente continua marcado por incertezas e riscos de alta dos preços, o que faz com que o ciclo de calibração dependa da evolução de novas informações e das perspectivas econômicas.

As contas públicas permanecem como ponto de atenção. Em junho, o setor público registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões. Com a incorporação dos juros nominais, que somaram R$ 110,7 bilhões, o déficit nominal chegou a R$ 166 bilhões, evidenciando o impacto do custo financeiro da dívida sobre o resultado fiscal. A dívida bruta do governo geral alcançou 81,9% do PIB, enquanto a dívida líquida do setor público chegou a 68,5% do PIB.

Por outro lado, o resultado externo apresentou melhora. O déficit em transações correntes caiu para US$ 2,3 bilhões em junho, ante US$ 5,2 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. O resultado foi favorecido pelo saldo positivo da balança comercial, que alcançou US$ 8,8 bilhões e ajudou a compensar parcialmente o déficit na conta de serviços.

Clique na imagem abaixo para abrir o relatório completo.

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