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Exportações de carne bovina in natura cresceram 39,2% ante junho de 2025

15 de julho, 2026 - por FAESP

Embarques de soja também aumentaram, 17,3%, no mesmo comparativo

Em junho de 2026, o agronegócio manteve seu papel como principal motor do comércio exterior brasileiro, segundo o Relatório Mensal de Acompanhamento do Comércio Exterior, do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Enquanto a balança comercial do país registrou superávit de US$ 9,76 bilhões — resultado 67% superior ao verificado no mesmo mês do ano passado — o agronegócio respondeu sozinho por um saldo positivo de US$ 14,87 bilhões, crescimento de 14,3% na comparação anual. O desempenho foi decisivo para compensar o déficit de US$ 5,12 bilhões registrado pelos demais segmentos da economia, consolidando mais uma vez o papel estratégico do campo na geração de divisas e na estabilidade econômica do Brasil.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações do complexo soja e das proteínas animais. As vendas externas de soja cresceram 17,3%, beneficiadas pelo aumento da demanda chinesa, enquanto o farelo de soja ganhou espaço em mercados como Indonésia, Espanha e Irã. Na pecuária, os números também chamaram atenção: as exportações de carne bovina in natura aumentaram 39,2% e as de carne de frango avançaram 57,3%. Outro destaque foi o crescimento de 216% nos embarques de bovinos vivos em relação a junho de 2025, impulsionados principalmente pelas compras de Turquia e Iraque, reforçando a competitividade internacional da produção pecuária brasileira.

No estado de São Paulo, aponta o Relatório, embora a balança comercial tenha encerrado junho com déficit de US$ 1,2 bilhão em razão do forte crescimento das importações, o agronegócio registrou superávit de US$ 2 bilhões. Das exportações paulistas, que totalizaram US$ 6,76 bilhões, cerca de US$ 2,45 bilhões tiveram origem no agronegócio, representando 36,3% de toda a pauta exportadora estadual.

Apesar da relevância do setor, alguns dos principais produtos da agropecuária paulista enfrentaram um cenário internacional menos favorável. A forte queda das cotações globais reduziu as receitas das exportações do complexo sucroenergético, do suco de laranja e do café. O açúcar bruto registrou retração de 28,3% no valor exportado, enquanto o açúcar refinado caiu 22,3% e o álcool etílico recuou 32,9%. No caso do suco de laranja, o volume embarcado cresceu 14,7%, impulsionado principalmente pelas compras da Espanha, mas a redução dos preços internacionais impediu que esse aumento se refletisse em maior faturamento. Já o café sofreu queda tanto em volume quanto em valor, influenciado pela retração das compras de importantes mercados europeus, como Itália e Alemanha.

Mesmo diante das oscilações do mercado internacional, os resultados confirmam que o agronegócio continua sendo o principal pilar da economia brasileira e paulista. A capacidade de manter mercados externos, atender aos rigorosos padrões sanitários, garantir regularidade no abastecimento e ampliar a competitividade dos produtos nacionais reafirma o protagonismo do setor. Em um cenário de incertezas econômicas globais, o desempenho do agro evidencia sua importância para a geração de emprego, renda, divisas e para o fortalecimento da balança comercial brasileira, consolidando o campo como um dos principais responsáveis pela sustentação do crescimento econômico do país.

Para acessar o relatório completo, clique na imagem abaixo. Confira também o Painel de Dados da Faesp para consultar outras estatísticas importantes do setor.

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