Cerimônia na Câmara Municipal de São Paulo discute Sustentabilidade
Proposta é ampliar as ações em prol do meio ambiente, com reforço no plantio de árvores e a coordenação entre as secretarias

A maior cidade da América Latina foi a primeira capital brasileira a ter um plano climático e orçamento para o combate às mudanças climáticas. Apesar desses avanços, São Paulo continua trabalhando para melhorar a qualidade de vida de sua população com ações como o plantio de árvores e o incentivo às boas práticas da população no dia a dia, principalmente na questão de resíduos sólidos.
Na solenidade pelo Dia de Conscientização sobre Mudanças Climáticas, na Câmara Municipal, um projeto da vereadora Sandra Santana, o secretário municipal de Mudanças Climáticas, José Renato Nalini, reforçou a importância da participação de todos na construção de uma cidade mais resiliente. Ao entregar a nova versão do Plano de Ação Climática do Município de São Paulo (PlanClima SP) à vereadora, Nalini reafirmou a determinação da capital paulista de construir uma cidade melhor a cada dia.
“Como é que nós fazemos para que as pessoas que não se interessam pela questão ambiental acordem para aquilo que já foi dito, o maior perigo que roda a humanidade? Eu falava em mudanças climáticas, passei a falar em emergências climáticas, agora eu falo cataclismo climático”, reforçou o secretário, lembrando que o grande desafio é estimular as pessoas a fazer coisas simples, como separar o lixo entre orgânico e reciclável, por exemplo.
As secretárias de Relações Internacionais, Ângela Gandra, e de Gestão, Marcela Arruda, detalharam o trabalho que tem sido executado, desde a busca por recursos no exterior para financiar projetos que tornem a cidade mais “verde”, até mudanças nas licitações, com foco na sustentabilidade. A presidente da Comissão do Clima da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, Rosa Ramos, lembrou do plantio de árvores que está acontecendo, com a participação da Comissão do Agronegócio da OAB-SP, cujo presidente Thiago Soares é diretor jurídico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).
“Estamos iniciando um estudo chamado esponja verde urbana, metropolitana de São Paulo. É calcular todos os riscos que São Paulo teria de emergência climática com e sem restauração da cobertura vegetal. E os números são muito perigosos. A gente coloca assim, continua com a vegetação de hoje e vai aumentando as emissões do gás de efeito estufa. E o pior cenário, aquele que aumenta demais as emissões, em 2060, grande parte da cidade de São Paulo fica inabitável em dias do verão. Inabitável, só para mencionar. Então, esse estudo é para demonstrar a importância de fazer uma grande escala da instauração florestal urbana”, frisou o professor Carlos Nobre, explicando que o estudo poderá ajudar a subsidiar projetos que façam com que São Paulo volte a ser a “terra da garoa”.
Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, a questão da sustentabilidade é muito importante para o produtor rural, que tem investido em plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) como forma de garantir produtividade e competitividade nos mercados. De um total de 66% de cobertura vegetal nativa no país, cerca de 30% estão nas propriedades rurais, preservadas pelo homem do campo. A criação do Departamento de Sustentabilidade da Faesp foi uma forma de reiterar a importância das ações de prevenção a incêndios e incentivo à regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), tornando São Paulo líder nas análises dos processos.
“O produtor sabe que preservar as matas e os recursos hídricos garante uma terra fértil e boa produtividade. Estamos trabalhando muito para que nosso estado seja cada vez mais resiliente e as mudanças climáticas não afetem tanto a vida do homem e da mulher do campo. Tecnologia e preservação são as ferramentas de sucesso do interior paulista”, concluiu Meirelles.
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