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Radar Macroeconômico: Economia brasileira desacelera em 2025

23 de março, 2026 - por FAESP

Relatório da Faesp reúne dados sobre PIB, inflação, juros, mercado de trabalho e outros indicadores macroeconômicos

Um trator trabalhando em um campo aberto durante o pôr do sol. O veículo, posicionado à esquerda, levanta uma nuvem de poeira dourada que atravessa a imagem horizontalmente. À direita, um sol grande e brilhante ilumina intensamente a cena com tons de laranja e amarelo, criando raios de luz que atravessam a névoa de poeira.

O relatório “Radar Macroeconômico” deste mês, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, aponta que a economia brasileira encerrou 2025 em desaceleração em relação a 2024. O Produto Interno Bruto (PIB) totalizou R$ 12,7 trilhões no acumulado do ano, registrando expansão de 2,3%.

Pela ótica da produção, os três setores da economia apresentaram crescimento, com destaque para a agropecuária, que avançou 11,7%, impulsionada por safras recordes, como a de grãos, e pelo bom desempenho da pecuária. Já pela ótica da demanda, todos os componentes também cresceram, com o consumo das famílias, responsável pela maior parcela do PIB, registrando alta de 1,3%, abaixo dos 5,1% observados em 2024.

O ritmo da atividade econômica em 2025 perdeu força em comparação ao ano anterior, quando o crescimento foi de 3,4%. Entre os fatores que contribuíram para essa desaceleração estão a política monetária mais restritiva e um cenário fiscal desafiador.

No campo da política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu, em março de 2026, a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão foi considerada compatível com a convergência da inflação à meta, embora o cenário continue marcado por incertezas, especialmente relacionadas ao ambiente internacional.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou desaceleração, acumulando alta de 3,81% em 12 meses até fevereiro de 2026, dentro do intervalo de tolerância do regime de metas. O resultado indica moderação na dinâmica inflacionária, apesar de pressões pontuais, como o aumento de preços no grupo Educação no início do ano.

No cenário fiscal, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro de 2026. Considerando juros nominais de R$ 63,6 bilhões, o resultado nominal ficou em R$ 40,1 bilhões, reflexo principalmente do aumento da taxa de juros, que impacta a trajetória da dívida pública. A dívida pública bruta atingiu 78,7% do PIB, totalizando R$ 10,1 trilhões, enquanto a dívida líquida alcançou R$ 8,3 trilhões (65% do PIB).

O mercado de trabalho manteve-se resiliente, com taxa de desocupação de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026 e recorde no rendimento médio mensal, que chegou a R$ 3.652. Entretanto, o endividamento das famílias segue elevado, comprometendo cerca de metade da renda.

No setor externo, as transações correntes apresentaram melhora, registrando déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, abaixo dos US$ 9,8 bilhões observados no mesmo mês de 2025. Os investimentos estrangeiros diretos no país aumentaram de US$ 6,7 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 8,2 bilhões em janeiro de 2026, contribuindo para o financiamento parcial do déficit externo.

Clique na imagem abaixo para acessar o relatório completo. O Radar Macroeconômico da Faesp é uma publicação periódica que reúne informações sobre atividade econômica, inflação, juros, mercado de trabalho, finanças públicas e setor externo, com foco nos impactos para o agronegócio. Acesse outros conteúdos técnicos e informações relevantes sobre o setor através do Painel de Dados da Faesp.

Capa do relatório elaboração pelo econômico da Faesp sobre Radar Macroeconômico - Edição nº 25 onde mostra um trator trabalhando em um campo aberto durante o pôr do sol.

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