Plano Safra 2025/2026: São Paulo movimenta R$ 29,7 bilhões em crédito rural até maio de 2026
Estado paulista é o 5º maior tomador de crédito rural no País, com 9,5% do total desembolsado nacional

Nos onze meses de vigência do Plano Safra 2025/2026, os produtores rurais do estado de São Paulo movimentaram R$ 29,7 bilhões em desembolsos de crédito rural. O montante representa 9,5% de todo o volume desembolsado no país, posicionando o estado como o quinto maior tomador de recursos do Brasil. Os dados constam em relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), elaborado com base nos dados do Banco Central do Brasil.
O desempenho paulista acompanhou a tendência de desaceleração do mercado de crédito rural em nível nacional, registrando retração de aproximadamente 14% tanto no valor total desembolsado quanto no número de contratos firmados, que somaram 41.479 operações no período.
Na comparação com a safra anterior, as linhas de financiamento destinadas aos pequenos e médios produtores paulistas avançaram. O Pronaf e o Pronamp registraram expansão de 6,2% e 16,1%, respectivamente. Em contrapartida, os demais produtores do estado diminuíram 19,3%. Quanto à finalidade dos financiamentos, a industrialização foi a única modalidade a apresentar crescimento (+26,9%), enquanto as demais registraram retração, com destaque para os investimentos, que caíram 26,3%.
Cenário Nacional e Perspectivas
No panorama nacional, a um mês do encerramento do atual Plano Safra, os desembolsos somaram R$ 310,9 bilhões, o que representa 76,6% do total programado para o ciclo (sem contabilizar as LCAs). O volume financeiro geral no País recuou 10,2% em relação à safra anterior, embora o número de contratos tenha subido 4,6%, atingindo 2,2 milhões de operações.
Entre os fatores que ajudam a explicar essa retração estão o alto custo do crédito, o maior rigor das instituições financeiras na análise de crédito e o aumento da inadimplência. Esse cenário foi influenciado por adversidades climáticas e pela elevação dos custos de produção, que pressionaram a rentabilidade dos produtores rurais.
Para a próxima safra, projeta-se que o ritmo do crédito rural continuará condicionado às taxas de juros, à evolução da inadimplência e às condições de liquidez do sistema financeiro. Uma eventual flexibilização da taxa Selic poderá reduzir o custo do crédito e estimular novos financiamentos, especialmente para investimentos. No entanto, a trajetória da inflação no Brasil — pressionada pela expansão dos gastos governamentais — pode comprometer essa perspectiva.
Para conhecer todos os pontos do relatório, clique na imagem abaixo. Acesse também nosso Painel de Dados com os mais variados dados das economias nacional e paulista.





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