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Pandemia de coronavírus paralisa habilitação de novos frigoríficos do Brasil para exportar à China

02 de abril, 2020 - por FAESP/SENAR-SP

O coordenador da Comissão de Bovinociultura de Corte da FAESP, Cyro Penna afirma, ao comentar informações da Agência Reuters, afirma que novas habilitações exigem reuniões presenciais entre representantes do Brasil e da China, visitas in loco em unidades frigoríficas, entre outras, “o que está impossível no momento dadas as restrições que a pandemia exige”.

No entanto, pondera que como setor essencial à economia, a pecuária de corte está com as atividades quase dentro da normalidade. “O mercado de boi gordo está enxuto, com pouca oferta apesar de alguns frigoríficos terem dado férias coletivas em função do coronavírus. A referência São Paulo está por volta de $ 200,00/arroba em São Paulo”.

Declara que existe a expectativa da China voltar às compras, o que se realmente se concretizar, vai dar ainda mais firmeza ao mercado. “Com relação ao mercado de reposição, os leilões de gado comercial estão paralisados, com alguns poucos negócios sendo realizados nas propriedades rurais. A Defesa Agropecuária não está fazendo atendimento presencial, somente via digital, e as empresas de produtos veterinários estão atendendo com algumas restrições e critérios definidos pelas autoridades competentes”.

Os frigoríficos que já estão autorizados continuam a vender normalmente. Os chineses, inclusive, aprovaram 25 novas plantas em setembro de 2019 e mais 13 em novembro.

“O que está acontecendo é um descasamento temporário. A China foi afetada primeiro pelo Covid-19 e agora, quando a China começou a voltar ao normal, o Brasil foi afetado pelo coronavírus”.

A China é o maior comprador de carne bovina, suína e de frango do país.

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