Em palestra, Augusto Cury diz que ‘a agricultura não pode estar na periferia de uma política de Estado’
Médico, escritor e pré-candidato à Presidência da República esteve na Faesp e falou de sua trajetória e de como o agro será tratado em um eventual governo

Em seguimento à série de conversas com os pré-candidatos à presidência da República, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) recebeu em sua sede nesta quinta, 23, o Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante que falou para cerca de 250 presidentes e colaboradores de sindicatos rurais de todo estado.
Durante mais de 40 minutos Cury falou a respeito do funcionamento da mente humana, de sua experiência escolar e de como a mudança de mindset não deve ser restrita a si mesmo. Mas pode, como em seu caso, levar a algo maior, como o sonho de se tornar médico, e, agora, em chegar ao posto mais alto do Executivo brasileiro a fim de contribuir com uma sociedade melhor.
Nascido em Colina, cidade do interior de São Paulo, Augusto Jorge Cury, 67, é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e autor de mais de mais de 70 livros, com obras traduzidas em 70 países e mais de 25 milhões de exemplares vendidos apenas no Brasil.
Com mais de 8 milhões de seguidores em sua conta no Instagram, anunciou a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, conforme divulgado pelo partido Avante, no dia 5 deste mês.
“A política agrícola, no meu eventual governo, será uma política de Estado. Não relegado à periferia. Infelizmente, como eu disse, grande parte dos líderes que estão mais pontuados nas pesquisas nunca plantaram uma horta e não podem definir o destino da agricultura”, afirmou o médico e escritor.
“Nós teríamos que trazer centenas de bilhões de dólares de fora, com seguro em dólar, para que tenhamos juros civilizados a 4, 6 ou 7% ao ano. Porque a taxa Selic patrocinada, confeccionada pelo Banco Central, ela é insana.”
Para Cury, a participação da Faesp na condução de políticas de apoio e de estímulo à agricultura e à pecuária são imprescindíveis, dada sua representatividade no setor e conhecimento das necessidades do homem do campo.
“Acho que a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo pode ter um papel central [em políticas de apoio à agropecuária], como também as outras instituições para dizer sobre quais são suas demandas. Hoje, por exemplo, nós discutimos que os juros altos é algo cruel, a atividade de 6% ou 7% e os juros para custeios da agricultura está em 12%, a conta não fecha” explicou.
Para Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, a palestra de Augusto Cury foi muito rica e surpreendente. “Nós recebemos o Aldo Rebelo, o Ronaldo Caiado e devemos receber outros nomes. Sem dúvida nenhuma o conhecimento que o Augusto discorreu durante sua palestra é de alguém que está preparado e de olho nas necessidades do agronegócio”, concluiu.
“Acredito que pelo que foi apresentado, que ele tenha em mente um projeto de país, o que nós temos falado tanto que é o Plano Brasil, uma política que alicerçará um planejamento de longo prazo e trará segurança jurídica aos produtores rurais para, no mínimo, 10 anos.”
Ao final da palestra o escritor arrancou aplausos ao dizer que: “Nós podemos transformar esse país num jardim dos sonhos, mas a agricultura não pode estar na periferia de uma política de Estado. Tem que estar no coração dela. O governo brasileiro tem que ter um caso de amor profundo e estreito pela agricultura e agro.”
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