Comissões Técnicas da Faesp visitam a Fruit Attraction São Paulo 2026
Comitiva com produtores participou de agenda voltada à internacionalização e acesso a mercados

Nesta quarta-feira (25), as Comissões Técnicas de Fruticultura, Citricultura, Hortaliças, Flores e Orgânicos e de Política Agrícola da Faesp participaram de visita à Fruit Attraction São Paulo 2026, feira que se consolida como uma das principais plataformas de negócios da cadeia de valor de frutas e hortaliças da América Latina.
A missão contou com agenda técnica voltada à internacionalização da produção rural. O grupo esteve no espaço do agroBR, projeto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), desenvolvido em parceria com a ApexBrasil, o Sebrae e a Abrafrutas, voltado à preparação de produtores para inserção e expansão no mercado externo, com ações voltadas à promoção comercial, orientação técnica e adequação às exigências internacionais.
Os produtores foram recepcionados por Rodrigo da Matta, coordenador de promoção comercial da CNA, Rosilene Bandeira, assessora de relações internacionais da CNA, Monnike Garcia, consultora agroBR no estado de São Paulo, e Vitor Ferreira, analista de competitividade do Sebrae Nacional, onde tiveram a oportunidade de conhecer as inciativas do projeto para facilitar o acesso de pequenos e médios produtores à exportação, além de esclarecer dúvidas sobre oportunidades comerciais e exigências do mercado internacional.
“O abroBR trabalha para o produtor rural. Nosso objetivo é ajudá-lo a comercializar mais e melhor”, sintetizou Rodrigo da Matta.
Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Valinhos e coordenador da Comissão Técnica de Fruticultura da FAESP, Pedro Pellegrini, a troca de conhecimento com a visita ao estande do AgroBR foi uma experiência muito produtiva e abriu um leque de oportunidades a ser explorado pela comissão em prol dos fruticultores paulistas.
Pellegrini destacou a importância do associativismo e da organização produtiva como estratégias para ampliar a competitividade, especialmente entre pequenos produtores, pontuando “a gente sabe das dificuldades do pequeno produtor e uma das coisas que precisamos fazer mais é estimular o associativismo, porque um grupo de produtores que busque trabalhar integrado terá mais a ganhar, especialmente no seu objetivo de exportar”.
Essa também foi a opinião de Joaquim Fernandes Branco, presidente do Sindicato Rural de Miracatu e coordenador adjunto da Comissão Técnica de Política Agrícola. Para ele é da união e da organização entre os pequenos produtores que poderão ser alcançados os melhores resultados.
“Visitar uma feira como a Fruit Attraction é importante para entender o que trabalhar, o produto in natura, o produto com valor agregado, há muitas oportunidades. Como sou do Vale do Ribeira, percebo que para a região é importante formatar novas cooperativas e fortalecermos as já existentes, a fim de que possamos juntos aumentar perspectivas de negócios”, comentou.
Para Gildo Saito, vice-presidente do sindicato rural de Mogi das Cruzes e coordenador da Comissão Técnica de Hortaliças, Flores e Orgânicos da FAESP, foi muito importante estar na Fruit Attraction para atualizar-se sobre mercados, certificações, parceiros comerciais e observar quais são as oportunidades de exportação e para quem.
“Aqui é uma vitrine de oportunidades para quem quer exportar seus produtos, ainda mais com o crescimento da feira e a quantidade de relações comerciais possíveis”, afirmou.
A participação na feira também permitiu o acompanhamento de tendências do setor, incluindo novos produtos, tecnologias, certificações e demandas do mercado consumidor. O evento reúne expositores do Brasil e do exterior e abrange diferentes etapas da cadeia produtiva, como produção, logística e distribuição.
A iniciativa reforça o papel das comissões técnicas da Faesp na promoção da capacitação contínua e na aproximação dos produtores rurais com oportunidades de mercado, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio paulista.
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