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Safra de grãos brasileira deve atingir o recorde de 361,7 milhões de toneladas

24 de setembro, 2026 - por FAESP

Milho, algodão e soja sustentam novo avanço; em São Paulo, volume deve chegar a 12,29 milhões de toneladas, também o maior da série

A produção brasileira de grãos deve atingir 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/26, 2,6% acima do volume registrado na temporada anterior. São 9,2 milhões de toneladas a mais, consolidando uma nova estimativa recorde para o país.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), analisados pelo Departamento Econômico da FAESP, a projeção cresceu 0,3% na comparação com o levantamento anterior, o equivalente a 967,5 mil toneladas. O avanço está principalmente relacionado ao desempenho do milho de segunda safra, cuja produtividade vem superando a expectativa inicial.

A estimativa para o milho aumentou em 1,1 milhão de toneladas e chegou a 144 milhões de toneladas. As boas condições climáticas nas principais regiões produtoras e os investimentos realizados nas lavouras contribuíram para essa perspectiva. A decisão de investir também foi influenciada pela expectativa de preços mais atrativos no período de comercialização.

O algodão também deve registrar a maior produção da série histórica. A previsão foi ampliada em 140,7 mil toneladas, impulsionada pelos ganhos de produtividade na Bahia, Piauí e Goiás. Assim, são estimadas 5,87 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26. A área permaneceu estável, enquanto a menor oferta mundial contribuiu para tornar os preços mais atrativos aos agricultores.

A soja mantém a liderança entre os principais destaques, com 180,4 milhões de toneladas previstas, também um recorde histórico. Mesmo com o avanço, houve uma redução de 56,9 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. A revisão está ligada a uma leve perda de produtividade provocada pelo tempo seco em algumas localidades e pelo excesso de chuvas em outras.

O crescimento da soja acompanha a expansão da demanda pelo produto e seus derivados. O óleo atingiu recorde de vendas internas e apresentou volume relevante destinado ao mercado internacional. Parte do produto que seria destinada à produção de biodiesel também foi direcionada às exportações, diante da não conclusão da aprovação do B16.

Outras culturas, por outro lado, tiveram suas estimativas reduzidas, como arroz, amendoim, feijão, gergelim e girassol. No arroz, a queda está relacionada à redução da área prevista para cultivo, influenciada pelos preços mais baixos pagos aos produtores e pelo aumento dos custos de produção.

São Paulo

Em São Paulo, o volume de grãos deve chegar a 12,29 milhões de toneladas, 5,3% acima do registrado em 2024/25. O número representa um recorde para o estado, sustentado pela expectativa de aumento da produtividade e da área cultivada.

O milho deve responder por 4,73 milhões de toneladas, considerando as duas safras, alta de 7,4% em relação à temporada anterior. A segunda safra deve alcançar 2,91 milhões de toneladas, crescimento de 4%, enquanto a primeira está estimada em 1,8 milhão de toneladas, avanço de 13,4%.

O amendoim é outro destaque. A primeira safra deve alcançar 1,02 milhão de toneladas, alta de 11,7%, com produtividade estimada em 4.850 kg por hectare, 12,8% acima da registrada em 2024/25. Somadas as duas safras, o estado deve chegar a 1,03 milhão de toneladas, crescimento de 11,6%.

A soja também deve atingir um novo recorde em São Paulo, com 5,37 milhões de toneladas, 1,7% acima da temporada anterior. A área cultivada deve crescer 3%, chegando a 1,4 milhão de hectares. O aumento da área sustenta o avanço, mesmo com uma redução de 1,2% no rendimento médio das lavouras.

Considerando as culturas de verão e inverno, a área plantada no estado deve crescer 2,9%, chegando a 2,75 milhões de hectares.

Para mais dados de variação de área plantada, produção e produtividade dos principais grãos produzidos, clique na imagem abaixo e veja o relatório completo.

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