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Faesp e IBEqui reforçam parceria para modernização do arcabouço normativo para a Equideocultura

12 de junho, 2026 - por FAESP

União institucional busca avançar em regulamentações e enfrentar gargalos que afetam a equideocultura nacional

A aproximação entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e o Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui) marcou a mais recente reunião da Comissão Técnica de Equideocultura da entidade. O encontro reuniu lideranças do setor para discutir pautas estratégicas da cadeia produtiva, com destaque para a regulamentação do passaporte equestre, considerado um instrumento fundamental para garantir maior segurança, rastreabilidade e eficiência na movimentação de equinos dentro e fora do país.

A reunião consolidou a cooperação institucional entre as duas entidades, ampliando o diálogo em torno de demandas comuns ao setor. Representando o IBEqui, o presidente da instituição e também presidente da Câmara Setorial da Equideocultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Nuno Eusébio, participou das discussões ao lado dos integrantes da Comissão. Para a Faesp, a união fortalece a representatividade dos criadores e proprietários de equinos, enquanto o IBEqui contribui com sua forte interlocução junto às associações de raça e demais organizações ligadas à atividade.

Entre os principais temas debatidos esteve a necessidade de regulamentação pelo governo paulista da Lei nº 18.066/2024, que instituiu o passaporte equestre no estado de São Paulo. Segundo o assessor técnico da Comissão, Thiago Rocha, a ausência de regulamentação e de um sistema informatizado específico ainda impede a implementação prática da medida, não gerando o impacto pretendido quando da públicação da lei.

Como proposta para avançar no processo, o presidente da Comissão Técnica, Marcelo de Toledo, defendeu a construção de um modelo padronizado vinculado ao sistema de defesa agropecuária que permita às associações de raça emitir o documento. A uniformização das informações, segundo ele, garantiria maior controle sanitário e segurança na identificação dos animais, ao mesmo tempo em que facilitaria a movimentação dentro do território nacional.

Outro ponto de preocupação apresentado durante a reunião foi a escassez de vacinas para equinos. De acordo com Nuno Eusébio, a oferta atual está muito abaixo da demanda do rebanho nacional. “Hoje temos um universo de um milhão de vacinas anuais para uma população de 5,5 milhões de animais, sendo apenas 1,8 milhão registrados. Considerando que são necessárias duas doses por ano, verificamos que apenas entre 500 mil e 600 mil animais são vacinados anualmente”, destacou. Segundo ele, o cenário é ainda mais delicado nas regiões de fronteira, o que reforça a necessidade de acelerar tanto a aquisição de imunizantes quanto os processos de atração e habilitação de novos laboratórios produtores no país.

A pauta incluiu ainda discussões sobre bem-estar animal, atualização das capacitações oferecidas pelo Senar-SP e avanços regulatórios relacionados ao transporte de animais. Nesse último tema, os participantes celebraram a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária de acolher contribuições apresentadas por produtores rurais e entidades do setor durante consulta pública. As sugestões encaminhadas, entre elas pela Comissão Técnica de Equideocultura da Faesp, evitaram a adoção de medidas que poderiam dificultar a movimentação de animais e gerar impactos negativos à atividade.

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