Preços ao produtor: Alface crespa e feijão carioca têm alta; suíno vivo e café arábica desvalorizam
Relatório da Faesp indica que desequilíbrios entre oferta e demanda foram as principais causas das variações

O relatório de acompanhamento mensal dos preços pagos ao produtor paulista, elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com dados referentes a fevereiro de 2026, aponta variações mensais e anuais expressivas para diversos produtos agropecuários.
Os valores e índices analisados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea- Esalq/USP).
O relatório mostra que as folhosas e o feijão registraram fortes altas de preços devido à oferta restrita, enquanto o mercado de ovos apresentou recuperação, após meses de queda, em razão de um maior equilíbrio entre oferta e demanda.
Em contrapartida, produtos como o café arábica e o suíno vivo enfrentaram desvalorizações expressivas, influenciados pela estimativa de safra recorde e pelo excesso de oferta, respectivamente. Os preços do suíno vivo atingiram o menor patamar em quase dois anos.
Destaques positivos
Folhosas – A comercialização manteve-se restrita em fevereiro, cenário agravado pelo período de Carnaval. Além disso, o histórico recente de queda na qualidade dos pés, em decorrência das chuvas, restringiu ainda mais a oferta, com remunerações maiores para os lotes de melhor padrão. Nesse contexto, a variedade crespa registrou alta mensal de 55%, enquanto a americana apresentou avanço de 36%.
Ovos – Em reação, após cinco meses consecutivos de queda, os preços dos ovos de galinha avançaram 35% em fevereiro, impulsionados pelo maior equilíbrio entre oferta e demanda. Ainda assim, o patamar atual permanece 21,4% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
Feijão – O feijão, especialmente o carioca, registrou forte alta em fevereiro, impulsionado pela oferta restrita da primeira safra e pela demanda voltada à reposição do varejo. Em média, os preços avançaram 26% no período.
Destaques negativos
Suíno – A oferta acima da demanda pressionou os preços da carne suína, enquanto a desvalorização reforçou sua competitividade frente à carne bovina e de frango, especialmente devido ao aumento nos preços da carcaça bovina e à queda mais moderada nos do frango. Em fevereiro, os preços recuaram 16,3%, atingindo o menor patamar em quase dois anos.
Café arábica – O café registrou nova desvalorização de 14,3% em fevereiro, impulsionada pelas estimativas de uma safra recorde no Brasil. A oferta crescente, aliada ao afastamento dos produtores do mercado, manteve as negociações lentas.
Para acessar o relatório completo, clique na imagem abaixo. E acesse o Painel de Dados da Faesp para obter informações sobre os principais produtos agropecuários e outras estatísticas importantes para o agronegócio paulista e brasileiro.

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