Home » FAESP solicita ampliação do crédito emergencial do FEAP para produtores atingidos por eventos climáticos

FAESP solicita ampliação do crédito emergencial do FEAP para produtores atingidos por eventos climáticos

26 de agosto, 2026 - por FAESP

Mais de 1.600 propriedades foram atingidas em Ribeirão Preto e Jaboticabal, com perdas estimadas em R$ 240 milhões em grãos e estruturas, além de prejuízos expressivos à produção e à receita de fruticultores

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) solicitou ao Governo do Estado a ampliação e adequação do Projeto FEAP – Crédito Emergencial, a fim de atender produtores rurais afetados pelos severos eventos climáticos registrados entre os dias 23 e 25 de julho, nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal.

Em ofício encaminhado ao governador Tarcísio de Freitas, o presidente da Faesp, Tirso de Salles Meirelles, reconheceu a atuação do Governo paulista diante da situação e destacou a mobilização da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, da CATI e do ITESP, além da publicação da Deliberação CO-15, de 30 de julho de 2026, que estabeleceu medidas emergenciais para os produtores atingidos.

Segundo a Faesp, entretanto, os recursos atualmente previstos são insuficientes diante da dimensão dos prejuízos. A avaliação preliminar contabilizou 1.609 propriedades atingidas e aponta perdas estimadas em R$ 240 milhões somente em grãos armazenados e estruturas danificadas. O ofício solicita, portanto, a ampliação do aporte global de R$ 20 milhões e a revisão do limite de R$ 150 mil por beneficiário, de modo que os valores sejam compatíveis com os prejuízos confirmados pelas vistorias.

A entidade também chama atenção para uma dificuldade que vai além da recuperação das estruturas produtivas. Muitos produtores, especialmente fruticultores que estavam em período de colheita, perderam a safra e, consequentemente, a receita que seria utilizada para a manutenção das propriedades. Mesmo após a recomposição das culturas, haverá um período de transição até que uma nova produção possa gerar faturamento.

Diante desse cenário, a Faesp propõe que a Deliberação CO-15/2026 seja adequada ou que seja criado um instrumento complementar que amplie a participação das despesas de custeio e permita o acesso a capital de giro. “A medida possibilitaria aos produtores manterem suas propriedades em funcionamento durante a recuperação, incluindo despesas com trabalhadores, energia, serviços essenciais, tratos culturais, medidas fitossanitárias, insumos e demais custos operacionais”, diz Tirso Meirelles.

A Faesp ressalta que esses recursos são complementares aos investimentos destinados à recuperação das estruturas e têm como objetivo preservar as unidades produtivas e garantir a permanência dos produtores na atividade até a retomada da capacidade de geração de receita.

    Assine nossa newsletter

    Compartilhe

    Tags

    Deixe seu comentário

    check-terms