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Tomate lidera alta nos preços pagos ao produtor paulista em setembro

08 de outubro, 2026 - por Dario

Produto teve valorização de 61,4% em relação a agosto; limão-taiti e mel também registraram aumento no período

A menor oferta durante o mês contribuiu para a valorização do tomate, cujo preço médio pago ao produtor paulista passou de R$ 2,66 por quilo, em agosto, para R$ 4,30/kg em setembro. O aumento foi de 61,4%. Na comparação com setembro de 2025, a alta chegou a 93,5%.

O limão tahiti apresentou forte valorização nas primeiras semanas de setembro. De acordo com o Cepea, citado no relatório do Departamento Econômico da Faesp, o movimento ocorreu em razão da oferta reduzida no início do mês, dada pelo menor ritmo de colheita devido à intensidade das chuvas. Na média mensal, o preço da fruta subiu 29,6% frente a agosto, chegando a R$ 134,79 por caixa de 27 quilos.

O mel de abelha também teve aumento nos preços. A média mensal foi de R$ 12,50 por quilo, alta de 13,6% em relação ao mês anterior. O produto apresentou crescimento nas comparações de três, seis e doze meses, com variações de 38,9%, 13,6% e 6,4%, respectivamente.

O arroz em casca teve alta de 12,5% em setembro, com preço médio de R$ 105,75 por saca de 60 quilos. Na comparação com setembro de 2025, o aumento foi de 30,4%. O feijão cores subiu 10,7% frente a agosto, alcançando R$ 331,75 por saca de 60 quilos, e registrou alta de 35,2% em 12 meses.

Mandioca raiz e soja também apresentaram aumento no mês. Os preços avançaram 7,6% e 7,3%, respectivamente. A mandioca chegou a R$ 540,13 por tonelada, enquanto a soja alcançou R$ 139,64 por saca de 60 quilos.

Quedas

A banana nanica teve a maior queda entre os produtos acompanhados em setembro, de 15,7%, com preço médio de R$ 1,44 por quilo. A banana prata recuou 4,8%, para R$ 3,14/kg.

A baixa demanda pela banana tem contribuído para a queda nas cotações no estado, conforme análise do Cepea. No Vale do Ribeira, as chuvas foram intensas durante o mês, atingindo principalmente plantações em áreas de várzea. A perspectiva é de forte retração no volume produzido em 2026, o que deve impactar a oferta da fruta até o final do primeiro semestre de 2027.

O café arábica também apresentou queda em setembro. A média mensal foi de R$ 1.590,83 por saca de 60 quilos, retração de 10,2% em relação a agosto e de 28,9% na comparação com setembro de 2025.

Segundo o relatório, a queda nas cotações do café pode ser explicada pelo alto volume de colheita da safra 2026/27, pela recuperação dos estoques certificados na bolsa de Nova York (ICE Futures) e pelo regime de chuvas positivo nas regiões produtoras.

Os dados fazem parte do relatório mensal de preços pagos ao produtor paulista, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, com informações da Conab e do Cepea-Esalq/USP.

Clique na imagem abaixo para acessar o relatório. E acesse nosso Painel de Dados para outros documentos com informações que podem auxiliar o produtor rural no planejamento e na tomada de decisões.

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